De Futebol

Flamengo picked up a huge 2-1 win over Atletico-PR in the Group stage of the Copa Libertadores.

Globo Esportes; “Uma noite e várias histórias num Maracanã com mais de 58 mil pessoas. Primeiro, um estádio tomado por um mosaico que encenou o gol de Zico na final da Libertadores de 1981. Depois, uma avalanche de 25 minutos que, logo se veria, decretaram a vitória. Mas a noite que deu ao Flamengo a liderança de seu grupo na Libertadores, com a vitória de 2 a 1 sobre o Atlético-PR, trouxe constatações e uma surpresa. Esta última, o possível surgimento de uma alternativa de onde poucos esperavam: Trauco em nova função. A constatação cada vez mais inequívoca: o peso que Diego e Guerrero têm neste Flamengo. Sem o meia, mas não apenas por causa de sua saída, o fim de jogo foi de certa agonia. Embora a vitória tenha sido justa.

Lesionado, Diego deixou o campo no segundo tempo com uma bolsa de gelo no joelho direito:

— Na verdade estou preocupado, foi um movimento estranho no joelho. É difícil falar agora, ainda vou fazer o exame. Mas a equipe está de parabéns, fizemos um grande jogo, enfrentamos uma equipe organizada.

O Flamengo dedicou boa parte deste 2017 a debater qual a sua dupla ideal de pontas. Se valia a pena ter dois atacantes jogando pelos lados, se era melhor que um deles fosse um meia, ou até se deveria mudar de desenho tático. O curioso é que, quando perdeu quase todos os jogadores do elenco habituados a ocupar o lado do campo, pode ter achado uma opção. O futebol, por vezes, indica caminhos que surgem da urgência. Talvez o Flamengo tenha apostado num lateral-esquerdo e achado num meio-campista. Trauco, recurso de Zé Ricardo diante da ausência de última hora do questionado Mancuello, teve boas passagens no jogo.

Sua posição inicial era o lado esquerdo. Diego jogava pelo centro e Gabriel pela direita, na linha de três meias por trás de Guerrero. Fazia a alternância entre a ponta e o meio com acerto, confundindo a marcação dos volantes paranaenses. Recuava junto a Márcio Araújo e Willian Arão, os volantes, para ser opção de saída de bola. E apareceu de forma mais destacada no lançamento longo para Guerrero, logo aos seis minutos, fazer um gol típico de um centroavante solucionador de problemas. Entre dois zagueiros, lutou e finalizou duas vezes até ver a bola no gol.

Aos poucos, mais mercado, menso surpreendente, Trauco incidiu menos no jogo. Mas apresentou nova alternativa numa função problemática no time. Ainda que, pelo lado esquerdo, Éverton seja um nome menos discutido, mais estabelecido como titular do time. O fato é que, Trauco à parte, houve dois outros destaques de um primeiro tempo em que, ao menos por 25 minutos, o Flamengo foi uma avalanche.

Se chegar longe na temporada, este Flamengo será lembrado como o time de Diego e Guerrero, tamanho o repertório de soluções que são capazes de oferecer. Diego foi visto desarmando perto da área, movimentando-se para os lados para trazer consigo a marcação e abrir espaços para Willian Arão, dando um passe em profundidade que quase resultou em gol de Guerrero e aparecendo na área para aproveitar um cruzamento do próprio Arão. A finalização do segundo gol foi cirúrgica. Um belíssimo gol. Com um time jogando mais próximo e com Diego em grande noite, é natural o Flamengo fluir. No segundo tempo, o Maracanã gelou ao vê-lo sair machucado pouco depois do gol de desconto do Atlético-PR.

E Guerrero foi o homem capaz de segurar bolas no ataque, atrair defensores, fazer-se de pivô, inclusive para um tiro perigosíssimo de Diego no travessão.

Por 25 minutos, o Flamengo conseguiu sufocar a saída de bola do Atlético-PR e, construir. Comandou o jogo. Claramente, um ritmo que pediria uma pausa. Era um risco, porque naquele período havia dois times em rotações distintas. Não seria fácil manter-se naquele padrão.

A segunda metade da primeira etapa teve a bola rondando mais a área do Flamengo. Sem grandes riscos, ainda que Muralha tenha espalmado um chute longo e Douglas Coutinho tenha cabeceado com perigo. O Flamengo vertical do início do jogo precisava reter mais a bola, defender-se com a bola.

Mas o futebol é mesmo curioso. Porque o Flamengo do segundo tempo conseguia cumprir bem a receita, fazia o jogo transcorrer mais tempo no campo rival. Este sim, era o chamado jogo controlado. A questão é que, se não sofrera gol na parte final do primeiro tempo, quando já não se impunha tanto em campo, viu um erro individual alterar a pulsação do jogo. Renê se equivocou em uma saída de bola, viu o lateral Jonathan recuperar e, do lance, veio o gol de Nikão. Não que a partir daí o Flamengo tenha sofrido um sufoco do Atlético-PR, cuja troca de passes era estéril. Mas a margem de erro terminara. E pior, Diego, a esta altura, já estava fora do jogo, o que tira do Flamengo boa parte de sua personalidade.

Primeiro com Matheus Sávio no lugar do meia, ficou claro o quanto vitalidade para correr com a bola difere de leitura do jogo. Por vezes, a pausa é mais conveniente do que a correria. Depois, surgiu Marcelo Cirino no lugar de Gabriel. A torcida entendeu que era preciso apoiar quem já pareceu carta fora do baralho. Entre uma e outra arrancada perigosa, colheu da partida muito mais a abertura de um espaço de reconciliação, de reencontro com sua história no Flamengo. A tensão dos minutos finais foi seguida pela festa do novo líder do Grupo 4 da Libertadores.

http://oglobo.globo.com/esportes/flamengo-vence-atletico-pr-assume-lideranca-na-libertadores-21203589#ixzz4e7xCAUC2

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