De Futebol

Flamengo blew out Chapecoense 5-1 Globo Esportes:” Até a metade do segundo tempo, pareceria um devaneio imaginar que terminaria em goleada a noite da Ilha do Governador. Possivelmente, muitos dos rubro-negros presentes à Ilha do Urubu tinham, àquela altura, o olhar dividido entre o relógio e o campo. Não que o Flamengo levasse um sufoco, até porque a Chapecoense abusava da pobre tática de arremessar para a área, de qualquer lugar do campo, todo arremesso lateral a seu favor. Mas o placar de 2 a 1 era incômodo. Até que três gols em seis minutos construíram o 5 a 1.

O Flamengo não foi sempre espetacular como o placar insinua. Mas o grande legado do jogo é individual. Recuperado de lesão, Diego teve uma progressão gradual em seu rendimento desde a volta. Ontem, apresentou-se em seu melhor nível, com dois gols de categoria e participação em outro. Já Guerrero, que não marcara até aqui no campeonato, via a pressão sobre o time rondar também o seu nome. Seus três gols representam um aproveitamento de finalizações superior ao seu habitual. No entanto, a participação nos outros dois gols, fazendo com que marcasse presença nos cinco que o Flamengo fez, provam um repertório à altura de sua importância para o time.

O curioso do jogo é que o Flamengo resolveu o jogo à base de contragolpes. É verdade que, uma vez aberto o placar, a Chapecoense ofereceu espaços. Mas a eficiência com que o time fez as transições para o ataque apontam para um time apto a ter outro estilo.

Até que o jogo se abrisse, houve certo incômodo na Ilha. A bola ficava com o time catarinense e o Flamengo, pressionado em seu campo, tinha dificuldade para jogar. Até Diego, o toque de lucidez do jogo, desatar o nó. Na primeira jogada coletivamente bem trabalhada do time resultou num arremate preciso, aos 13 minutos.

A partir daí, foi um Flamengo de rotação alta, desarmes e saídas em velocidade que se impôs à Chapecoense. E não o time que acumula posse de bola e tenta ocupar o campo do adversário.

Os 44% de posse de bola na primeira etapa e os onze desarmes, mais do que o dobro do adversário, acabaram explicando o que foio jogo até o intervalo. Avançada, a Chapecoense passou a oferecer generosos espaços. E Zé Ricardo pareceu ter previsto por onde os caminhos se abririam: às costas do lateral-direito Apodi, cujo jogo é orientado quase que totalmente para as ações ofensivas. Foi por seu setor que surgiu o contragolpe e o outro lance de desequilíbrio de Diego: o passe sob medida para Guerrero fazer o segundo.

O segundo tempo teve início novamente assustador. Com dois homens de área, a Chapecoense tentava imprensar contra seu campo um Flamengo que perdeu o contragolpe e as opções de passe para sair jogando. Seria pior se o time visitante ao menos tentasse propor armas diferentes do arremesso lateral para a área. Só que, num deles, Thiago errou e Victor Ramos diminuiu.

A apreensão que se seguiu ao gol durou até os 30 minutos. Num córner, Juan achou Arão, que cabeceou no travessão e, na volta Guerrero emendou. A partir daí, o Flamengo produziu uma sucessão de contra-ataques. Guerrero apareceu como assistente, colocando Diego em condições de fazer o quarto, em bonito chute. Logo depois, a bola de Éverton achou a cabeça de Guerrero.

https://oglobo.globo.com/esportes/em-noite-de-guerrero-diego-flamengo-goleia-chape-21509824#ixzz4kpMbSkkD

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