De Futebol Cruzeiro defeated Flamengo 5-3 in a PK shootout to win the Copa Brasil

Flamengo lost to Cruzeiro 5-3 in a PK shootout to the final of The Copa do Brasil.

Globo Esportes:” Grandes clubes, com grande capacidade de investimento, precisam estar nas grandes decisões, disputar títulos. O Flamengo saneou suas finanças, melhorou seu elenco com jogadores de peso, frequentou o alto da tabela do último Brasileiro e nesta quarta-feira jogou a final da Copa do Brasil. Mas não basta. Há um compromisso que o Flamengo ainda não consegue cumprir, um passo adiante que o clube não consegue dar. E que também é papel dos grandes clubes: agigantar-se nas grandes ocasiões, conseguir se impor nos grandes jogos. Nesta quarta, voltou a entregar menos do que se podia esperar num jogo crucial, este no Mineirão, após ter feito bom jogo no Maracanã. E perdeu outro jogo crucial: 0 a 0 no tempo normal, 5 a 3 nos pênaltis para o Cruzeiro.

Houve equilíbrio em boa parte do tempo, mas sempre uma sensação de um pouco mais de ambição do outro lado, não do Flamengo. E, por mais cruel que pareça, Diego, um dos símbolos deste clube mais capaz de investir e brigar por grandes nomes, foi o rubro-negro a desperdiçar sua cobrança após um jogo em que fora pouco influente. Chegou-se a apostar, talvez num toque místico, que Muralha, símbolo de um problema de planejamento do clube — que jogou a final sob o comando de um treinador há 40 dias no cargo —, pudesse viver sua redenção numa disputa por pênaltis. Ele optou por pular no mesmo canto em todas as cobranças e não defendeu. O nome decisivo foi Fábio, 36 anos. Se decisões testam a personalidade, a vivência, não é de estranhar que Juan, 38 anos, tenha sido um dos melhores do Flamengo no Mineirão.

Finais assim costumam ser um exercício de moderação de riscos. Cada passe é medido, cada pequena ousadia é ponderada. Foi o ponto que uniu Flamengo e Cruzeiro. Quanto às estratégias, havia duas formas diferentes de tentar chegar ao gol.

O Flamengo buscava um jogo mais elaborado, cadenciado, tentando abrir espaços movendo a bola, que passava longo tempo nos pés dos defensores até a tentativa de um passe na direção do ataque. O Cruzeiro apostava num jogo mais direto, em buscar mais rapidamente os atacantes, buscando punir erros de saída de bola rubro-negras. Colocando na balança as chances criadas e perdidas, a proposta cruzeirense andou mais perto de mexer no placar.

O Flamengo jamais chegou à área rival em condição de finalizar, voltava a ser o time com aparente controle da partida mas sem contundência. Guerrero lutava contra a defesa rival, fazia bom jogo, dentro das possibilidades que o time oferecia: saía da área para ser opção de passes, esperava a aproximação do time. E cobrou uma falta no travessão. Mas faltava mais presença dos pontas perto do gol e apoio dos laterais. Em especial Trauco, opção de Reinaldo Rueda ontem, que tem como ponto forte mais a construção de jogadas do que o combate.

No mais, o jogo imaginado por Mano Menezes deu alguns frutos. Fala-se que detalhes decidem finais e um drama pessoal quase cumpriu a regra. O jovem Raniel saiu machucado e aos prantos aos três minutos. E a entrada de Arrascaeta desequilibrou a marcação rubro-negra. O uruguaio saía do centro do ataque e, pela esquerda, juntava-se a Alisson para bater Pará. E foi em recuperações de bola com o Flamengo saindo para o jogo que Arrascaeta e Thiago Neves perderam boas oportunidades. A de Thiago, a mais clara.

O segundo tempo trouxe um Cruzeiro que explorava mais os lados do campo. Perdera Robinho e voltara com Rafinha. Foram dez minutos de problemas para o Flamengo, pressionado em seu campo embora sem conceder chances claras. Perto do fim, uma falha de Muralha quase deu o gol a Arrascaeta.

Aos poucos, o jogo voltou ao seu roteiro de poucos riscos, embora o Flamengo trouxesse um Diego mais perto da área cruzeirense, tentando ser o homem do passe final. Conseguiu pouca coisa, foi muito marcado e não viveu sua melhor noite.

Rueda tentou lançar Paquetá na vaga de Éverton e, depois, Rodinei no lugar de Berrío. Mas o Flamengo viveu da luta solitária de Guerrero, que ganhou de dois adversários antes de acertar o ângulo de Fábio, que voou para decretar a cobrança de pênaltis como desfecho de uma final que testava os nervos. Na marca fatal, o Flamengo não deu o passo que ainda o separa do reencontro com as grandes vitórias.

https://oglobo.globo.com/esportes/cruzeiro-derrota-flamengo-nos-penaltis-conquista-penta-21880899#ixzz4uBMdUxuN

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